Frente fria no mar traz rápido alívio ao Estado do Rio.
| A forte onda de calor e completamente atípica para maio deve voltar intensa nos próximos dias após uma rápida trégua no Rio de Janeiro. Uma poderosa frente fria no Sul é desviada para o mar por conta do intenso bloqueio, mas como o Rio de Janeiro é um estado litorâneo, todas as regiões fluminenses poderão se beneficiar com uma queda da temperatura e aumento da umidade do ar. |
A frente fria se aproxima do estado nesta terça-feira (14) provocando queda na temperatura no Norte e Noroeste na quarta-feira (15). Desde 22 de abril, as temperaturas estão acima de 5°C acima da média na região, chegando a 9°C acima do normal para maio. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as máximas caem de 37°C para 32°C em Itaocara , ainda assim acima da média para maio, que é de 27°C. Na quinta-feira (16), a máxima para Itaocara chega a 33°C. E a onda de calor volta com temperaturas acima dos 35°C a partir de sexta-feira (17).
Para o interior fluminense, inclusive nas regiões Norte e Noroeste, não há expectativa de chuva enquanto a frente fria passa no oceano. Não chove em Itaocara há 25 dias. A umidade do ar prevista para esta terça-feira (14) é de apenas 20% - o que representa atenção para risco à saúde.
Cenário de grave estiagem nos próximos meses
Maio é o segundo mês da estação seca, que vai até setembro. Mas desde fevereiro do ano passado, a chuva cai de forma irregular em parte do Noroeste. Nos últimos doze meses, os acumulados em Itaocara chegam a um pouco mais de 600 milímetros, o que costuma ser observado no Sertão Nordestino. Os dados são do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, o Cemaden. A média anual é de aproximadamente 1.150 milímetros para cidades do Noroeste Fluminense. Além da falta de chuva, as altas temperaturas desde o fim do inverno do ano passado agravam a evaporação da água.
Como a estação seca vai até setembro, os efeitos da estiagem tendem a se agravar, como a redução do nível de mananciais, incêndios florestais e prejuízos à agricultura e pecuária. O acumulado de chuva entre maio de 2023 a maio de 2024 é semelhante aos acumulados observados em 2014, 2017 e 2019, quando fortes estiagens provocaram prejuízos milionários na região e incêndios florestais graves.
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