7 infecções sexualmente transmissíveis comuns no Carnaval.

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As ISTs podem ser assintomáticas ou apresentar sintomas inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Para Raquel Xavier de Souza Saito, doutora e professora do Curso de Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina, é necessário ficar em alerta. “É essencial estar atento a quaisquer alterações genitais ou sintomas sistêmicos e buscar atendimento médico para o diagnóstico necessário”, explica.
Abaixo, a especialista lista os principais sintomas das ISTs. Confira!
1. HIV (AIDS)
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que ataca o sistema imunológico , comprometendo a defesa do organismo contra infecções e doenças. Quando não tratado, pode evoluir para a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), estágio avançado da infecção em que o corpo se torna extremamente vulnerável a infecções oportunistas e outros problemas de saúde.
O HIV é transmitido principalmente pelo contato com fluidos corporais contaminados, como sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno, sendo a principal forma de transmissão as relações sexuais desprotegidas. Veja os sintomas:
- Fase aguda: febre, cansaço, dor de garganta, suores noturnos e ínguas inchadas;
- Fase crônica: pode ser assintomática por anos;
- Fase avançada (AIDS): perda de peso, infecções oportunistas, lesões na pele.
Apesar de não ter cura, o tratamento com antirretrovirais permite que pessoas vivendo com HIV tenham qualidade de vida e evitem a transmissão do vírus.
2. Sífilis
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum , que pode afetar diversos órgãos do corpo se não for tratada corretamente. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual sem proteção ou da mãe para o bebê durante a gestação, podendo resultar em sífilis congênita. Veja os sintomas:
- Sífilis primária: úlcera indolor na região genital, oral ou anal;
- Sífilis secundária: manchas no corpo, febre, ínguas inchadas;
- Sífilis terciária: pode afetar o coração, cérebro e sistema nervoso.
O tratamento é feito com antibióticos, geralmente a penicilina, sendo essencial o diagnóstico precoce para evitar complicações.
3. Gonorreia e clamídia
A gonorreia e a clamídia são infecções sexualmente transmissíveis causadas por bactérias e que afetam principalmente os órgãos genitais , mas também podem atingir outras partes do corpo, como garganta e olhos. A gonorreia é provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae , enquanto a clamídia é causada pela Chlamydia trachomatis . A transmissão ocorre principalmente pelo contato sexual sem proteção, e o tratamento é feito com antibióticos específicos.
- Sintomas: corrimento amarelado ou esverdeado, ardência ao urinar, dor pélvica (em mulheres) e dor testicular (em homens).

4. HPV
O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta a pele e as mucosas, sendo uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis mais comuns no mundo. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas durante relações sexuais sem proteção. Embora muitas infecções sejam eliminadas naturalmente pelo organismo, algumas podem persistir e causar complicações.
- Sintomas: verrugas genitais indolores. Em alguns casos, pode evoluir para câncer de colo do útero, ânus e orofaringe.
A prevenção inclui o uso de preservativos e a vacinação, que é altamente eficaz contra os tipos mais perigosos do vírus.
5. Herpes genital (HSV-1 e HSV-2)
O herpes genital é causado pelo vírus do herpes simples (HSV), que possui dois tipos: HSV-1 e HSV-2. O HSV-1 é mais comumente associado ao herpes labial, mas também pode causar infecções genitais, enquanto o HSV-2 é a principal causa do herpes genital. O vírus permanece no organismo de forma latente e pode ser reativado em momentos de baixa imunidade ou estresse. A transmissão ocorre pelo contato direto com lesões ou fluidos corporais infectados, principalmente durante relações sexuais sem proteção.
- Sintomas: pequenas bolhas dolorosas na região genital ou oral. Coceira, ardência e dor ao urinar.
Embora não tenha cura, o herpes genital pode ser controlado com antivirais, reduzindo a frequência e a intensidade dos surtos.
6. Hepatite B e C
São doenças inflamatórias do fígado causadas pelos vírus HBV (Hepatite B) e HCV (Hepatite C), respectivamente. A hepatite B é transmitida principalmente pelo contato com sangue, secreções corporais e relações sexuais sem proteção, além da transmissão de mãe para filho no parto. A hepatite C é majoritariamente transmitida pelo contato com sangue contaminado, sendo mais comum em transfusões antigas, compartilhamento de seringas e materiais perfurocortantes.
- Sintomas: fadiga, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia). Em casos crônicos, pode levar à cirrose e câncer hepático.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, enquanto a hepatite C não possui imunização, mas tem tratamento eficaz com antivirais que podem levar à cura.
7. Tricomoníase
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis , que afeta principalmente o trato genital. Embora seja mais comum em mulheres, os homens também podem ser infectados, geralmente sem apresentar sintomas. A transmissão ocorre por meio do contato sexual sem proteção com uma pessoa infectada.
- Sintomas: corrimento esverdeado com odor forte, coceira e irritação vaginal.
O tratamento é feito com antibióticos específicos, sendo essencial que ambos os parceiros realizem o tratamento para evitar a reinfecção. O uso de preservativos é a melhor forma de prevenção.
Prevenção contra ISTs no Carnaval
A melhor forma de prevenir as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o Carnaval é adotar práticas seguras e responsáveis. O uso de preservativos em todas as relações sexuais, tanto vaginais, anais quanto orais, é a principal medida de proteção contra vírus e bactérias transmitidos pelo contato íntimo.
Além disso, a vacinação contra HPV e hepatite B é uma forma eficaz de evitar essas infecções. Fazer testes regulares para ISTs antes e depois do período festivo ajuda a identificar e tratar possíveis infecções precocemente. Também é importante evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como lâminas e seringas, e ter atenção ao consumo de álcool e outras substâncias, que podem levar à negligência no uso do preservativo.
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