Milhares protestam com Flávio Bolsonaro contra Moraes e Lula na Avenida Paulista.


Policiais Militares precisaram usar granadas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes de esquerda que tentavam chegar à Avenida Paulista em São Paulo neste domingo (7). Os policiais agiram para impedir que dezenas de manifestantes de esquerda chegassem à concentracão do ato organizado por Silas Malafaia e apoadores de Flávio Bolsonaro, marcado para começar às 15h. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a PM e a Guarda Civil agiram na esquina da Rua Peixoto Gomide com a Alemeda Santos. Vídeos publicados em redes sociais também mostraram a cavalaria da PM dispersando manifestantes de esquerda próximo ao MASP, onde ocorre a concentração do ato da direita. Os manifestantes de esquerda traziam bandeiras do PT e gritavam: "Tarcísio safado, só mata favelado". A concentração para o ato das 15h segue sem maiores incidentes.
MIlhares de pessoas protestam contra Alexandre de Moraes e Lula na Avenida Paulista em 7 de Setembro. (Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia)

Milhares de pessoas participam de uma manifestação na Avenida Paulista com o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na tarde desta segunda-feira (7). Os protestos se voltam principalmente contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mobilização ocorre em meio às novas revelações envolvendo o ministro Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que ampliaram os questionamentos sobre sua atuação. A fala de Flávio Bolsonaro marca o ápice do ato com o brado de: "Fora, Lula! Fora, Moraes!".

O candidato à presidência do PL subiu o tom no discurso contra Moraes. "Daqui a 20 ou 30 anos nós leremos nos livros de história, nossos filhos lerão nos livros de história, que participamos do resgate do nosso Brasil, que nós acabamos com a ditadura de Moraes, que nós viramos a triste página do Brasil, que é esse governo do PT", afirmou.

Flávio disse que o "consórcio de Lula com Moraes" vai acabar. Ele também acusou Lula de usar o governo para tentar proteger seu filho Fábio Luís da Silva, o Lulinha, de investigações de tráfico de influência e disse que o atual presidente não pode ser eleito para não indicar mais quatro ministros do STF.

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